Uma parisiense no Rio.
CARIOQUE-SE · [ka-ri-ó-ki-si] · verbo, imperativoEm português, o pequeno sufixo -se transforma a palavra num convite: vire carioca. Deixe o Rio te ganhar — a língua, os ritmos, o jeito de viver — sem perder nada de Paris.
CARIOQUESE é música feita de pedaços de vida. Seis músicas, seis momentos vividos entre Paris e o Rio — um término, um primeiro baile, uns caras apressados demais, um renascimento — transformados em faixas de funk carioca, raggamuffin e samba, em francês e português.
CARIOQUESE nasceu de um coração partido e de uma passagem para o Rio. Uma parisiense parte sozinha, mala feita em uma noite, para parar de pensar nele. Lá, a cidade reescreve tudo: as noites no baile, as primeiras palavras em português, os caras apressados demais, o forró até o sol nascer e um jeito de se soltar que não se aprende em nenhum outro lugar.
Cada faixa é um capítulo dessa viagem. Histórias reais — ou quase — contadas como a gente conta pras amigas na volta: com humor, atitude e uma pitada de má-fé.
Na música, CARIOQUESE mistura o funk carioca e seu tamborzão, o flow raggamuffin, a percussão de samba e raízes de eletrônico minimalista. O francês e o português brasileiro se respondem na mesma frase, em versos rápidos e refrões feitos pra gritar junto.

« Je pensais manquer de toi. Que ironia…
Eu tava com saudade… de mim. »Tanto mais · Achei que sentia falta de você. Era de mim.
Uma viagem, seis capítulos.
- 01
A partidaTanto mais
“Prefiro que a gente pare por aqui.” Ela chora na rua, já é noite. No dia seguinte, embarca pro Brasil.
Essa é a história de uma mina que roda 600 km por um cara que “prefere parar por aqui”…
600 quilômetros pra vê-lo, uma pergunta — “Você já me amou um dia?” — e uma resposta: “Prefiro que a gente pare por aqui.” Mala fechada, direto pro Brasil. Ele achava que, longe dele, ela sentiria menos.
Ela sente tanto mais: mais desejo, mais vida, sem esperar mensagem. Quando ele finalmente escreve, ela já não espera. Entendeu que ele não era a vibração — só um jeito entre mil de sentir.
« T'étais une façon parmi mille de sentir. »“Você era só um jeito entre mil de sentir.”
Samba · Baile funk · 4:23
- 02
Os códigosQual foi
Ele diz “meu amor” no segundo beijo e fala de casamento no terceiro. Ela aprende rápido a decifrar o papo carioca.
Essa é a história de uma mina que jurou que tinha largado os relacionamentos tóxicos…
Primeiro beijo: namorado. Segundo: apaixonado. Terceiro: casamento. Em três dias ele já planejou o apartamento em Paris. O pedido vem numa lanchonete, debaixo de chuva, com anel de plástico e um Guaraná Jesus como bênção.
Aí vem o clique: rebobinando sem filtro, as flores tinham preço e os beijos tinham visto. No último dia, mala fechada, voo marcado: nem mensagem, nem um tchau. Qual foi?
« Même les red flags sont doux quand ils parlent brasileiro. »“Até as red flags são doces quando falam brasileiro.”
Baile funk · Raggamuffin · 4:24
- 03
A transformaçãoParis dans la voix
Batom Chanel e pele salgada. A gringa mantém o sotaque, mas o Rio entra na pele.
Essa é a história de uma mina que vai sozinha pro Rio depois de levar um pé na bunda…
“Paris dans la voix” (Paris na voz) conta aquele momento em que você chega ao Rio com seus hábitos, seu sotaque, suas referências bem parisienses… e a cidade começa a mudar o ritmo. Batom Chanel e pele salgada, meia-noite em Copacabana, duas da manhã na Pedra do Sal: a noite, os encontros e as palavras em português vão se instalando.
A parisiense continua sendo ela mesma, mas o Rio entra na pele. O refrão — “Paris dans la voix, Rio dans la peau” — resume esse contraste e virou a assinatura de CARIOQUESE.
« Gringa? — Já fui. — E agora? — Carioca, pô. »
Funk carioca · Pop urbano · 3:42
- 04
A noiteRocinha, quatro e meia
Uma da manhã, caipirinha na mão. Às quatro e meia, a parisiense certinha deixou o grave decidir.
Essa é a história de uma mina que vai no primeiro baile funk dela, na Rocinha…
Uma da manhã, caipirinha na mão: uma parisiense toda arrumada, boca carmim e cara fechada, entra num baile na Rocinha. Em volta, as meninas descem até o chão sem pudor; ela se mexe “só um pouquinho”.
Hora a hora, o grave vai ganhando: comportada à uma, desinibida às duas, cabelo encharcado às três. Às quatro e meia, é ela quem comanda a dança.
« Visage de sainte, mas o vício mora no quadril. »“Rosto de santa, mas o vício mora no quadril.”
Baile funk · Tamborzão · 3:50
- 05
O vazioCoração sem vibração
Dezenas de pares de forró, nomes que passam… e o coração que não responde.
Essa é a história de uma mina que vai pro Rio pra esquecer um brasileiro…
“Brasileiro é o que não falta. Dança, aproveita, você vai achar um melhor.” Então ela dança. Primeiro forró, e os pares vão passando: Rafael, Matheus, Lucas, Pedro, depois Chico, Ronaldo, Caio, João, Biel, Vini… Um na segunda, dois na terça.
Braços, corpos, pegação — e sempre zero vibração. Nem aquele que era “um pouco diferente” muda nada. Até a confissão final: em cada um deles, era ele que ela procurava.
« Coração? Sem vibração. »
Funk · Forró · 3:01
- 06
O poderCapricha, gostoso
Agora é ela quem dita as regras. E o ex, em Paris, finalmente manda mensagem. Tarde demais: ela sente tanto mais.
Essa é a história de uma mina que cai numa novela brasileira escrita sob efeito de caipirinha.
“Capricha, gostoso.” No calor vermelho de uma festa, ela dita as regras: ele é gostoso, isso ela não vai negar, mas corpo bonito sozinho não vai ganhá-la. Tem que saber dosar, ir devagar, deixá-la na dúvida.
Ele corre demais, e ela deixa isso claro. Então ele muda o ritmo, fala baixinho, vai sem pressa. E ela conclui, num sussurro: “Agora sim.”
« Quer entrar no meu tempo? Então aprende a acompanhar. »
Raggamuffin · Baile funk · 3:32
Press kit
O kit completo do projeto e uma ficha de uma página por faixa, em PDF.
Escrito,
produzido,
dirigido
CARIOQUESE escreve todas as letras, assina a produção e toda a direção de arte do projeto: músicas, clipes, capas e redes sociais. Um universo pensado de A a Z, da primeira linha ao último visual.
Tamborzão & sotaque parisiense
Graves profundos, o tamborzão seco do funk carioca, percussão de samba e um flow raggamuffin rápido, quase falado. Refrões simples e imediatos, versos que disparam, silêncios e drops que levantam a pista. Feito pro baile, pras playlists e pros vídeos curtos.
Um diário de viagem
Selfies com fisheye, letreiro em pincel rosa-choque, placas das praias do Rio — Leme, Ipanema, Vidigal, “Saudade sempre”. Cada capa é uma página de diário, com sua heroína, seu lugar e suas frases escritas à mão.
Ouvir agora
Cada play conta: coloca a CARIOQUESE na tua plataforma favorita, adiciona as faixas nas tuas playlists e compartilha.